
Acção «Portugal sem fogos depende de todos» já começou
Sob o lema «Portugal sem fogos depende de todos» tiveram início na semana passada duas campanhas de prevenção de fogos florestais lançadas conjuntamente, pela primeira vez, pelos ministérios da Administração Interna e da Agricultura, uma das quais envolvendo também empresas.
Segundo o ministro de Estado e da Administração Interna, António Costa, «as pessoas pensam em Portugal que a maioria dos incêndios florestais tem origem criminosa, quando a maior causa são actos negligentes, que é necessário combater».
o ministro revelou que «97% dos incêndios em Portugal têm origem humana, sendo que mais de 70% destes devem-se a actos negligentes, como lançar um foguete, fazer uma queimada, utilizar uma máquina agrícola numa altura indevida ou lançar uma ponta de cigarro acesa».
Daí, o governante considera ser fundamental «mobilizar cada cidadão e o conjunto da sociedade para o drama dos incêndios florestais e prevenir os comportamentos de risco».
A iniciativa conjunta dos ministérios da Administração Interna e da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, lançada este ano a «uma só voz», destina-se às televisões e às rádios, recordando um grande incêndio florestal que ocorreu a 9 de Julho do ano passado, em Famalicão da Serra, na Guarda, em que morreram seis bombeiros (cinco chilenos e um português) e arderam 569 hectares.
A outra acção resulta de uma parceria entre os ministérios da Administração Interna e da Agricultura e empresas participantes no Movimento ECO (Empresas Contra os Fogos).
Na quinta-feira passada foram assinados os primeiros sete protocolos entre empresas e o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, de acordo com a mesma fonte. As empresas que já aderiram são Modelo Continente, CTT, Galp, CP, BPI, Soares da Costa e Mitsubishi.
O principal objectivo passa por utilizar os mais diversos meios de promoção e de distribuição das empresas para «potenciar ao máximo» as mensagens em prol das florestas.
Fonte: ANAFRE
JFC